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Sony  deixa os fãs da mídia física na saudade

A decisão da Sony de reduzir cada vez mais a produção de jogos em mídia física pode parecer moderna, mas para muitos jogadores ela representa um enorme retrocesso. E o mais curioso é que o Xbox já havia seguido esse caminho anos atrás, apostando no mercado digital como prioridade. Agora, a Sony parece caminhar na mesma direção.

O problema é que, quando o disco desaparece, a concorrência também diminui. Antes, bastava pesquisar em diferentes lojas para encontrar uma promoção, comprar um jogo usado ou até revendê-lo depois de zerar. Com o digital, o consumidor fica preso ao ecossistema da empresa. Se o preço está alto, resta esperar uma promoção — quando ela acontecer.

Embora existam descontos nas lojas digitais, a plataforma passa a controlar praticamente todo o processo de venda, reduzindo as alternativas que existiam no mercado físico. Além disso, o jogador deixa de ser realmente dono de um produto físico que pode guardar, emprestar ou vender quando quiser.

Para quem coleciona videogames, a perda é ainda maior. Cada caixa, cada capa e cada disco fazem parte da história dos games. Transformar tudo em arquivos digitais pode ser conveniente, mas também significa abrir mão de uma parte importante dessa cultura.

No fim, a tecnologia deveria ampliar as opções, não eliminá-las. Quem gosta do digital deveria continuar tendo essa escolha. Mas quem prefere a mídia física também merece continuar comprando seus jogos do jeito que sempre fez. Afinal, liberdade de escolha nunca deveria sair de catálogo.

Celio Maximiano é Desenhista, Designer Gráfico, Editor de Vídeo, Retrogamer, Professor de Artes Gráficas e Técnico de T.i.

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