Imposto maior sobre tecnologia importada gera reação nacional
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva elevou o imposto de importação de cerca de mil produtos, incluindo smartphones e máquinas industriais. As novas alíquotas podem chegar a 25% e começam a valer em março. A medida provocou forte reação nas redes sociais e críticas da oposição.
O deputado Nikolas Ferreira publicou vídeo com críticas à decisão e atribuiu o aumento à política fiscal do governo. Ele citou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e questionou a necessidade de criar novas tarifas. A publicação ultrapassou 1,7 milhão de visualizações no X e 1,6 milhão de curtidas no Instagram.
Haddad defendeu a medida e afirmou que o objetivo é proteger a produção nacional. Segundo ele, mais de 90% dos itens atingidos são fabricados no Brasil, o que reduziria o impacto ao consumidor. O ministro declarou que a regra pode ser revista pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, com possibilidade de redução ou suspensão temporária das tarifas.
Estimativa da Instituição Fiscal Independente aponta que a mudança pode reforçar o caixa federal em até R$ 20 bilhões. O tema já é debatido no Palácio do Planalto, diante do receio de desgaste político em ano eleitoral.
Em nota técnica, a Fazenda informou que as importações de bens de capital e informática cresceram 33,4% desde 2022 e que esses produtos representam mais de 45% do consumo nacional. Para a equipe econômica, o avanço das compras externas ameaça a cadeia produtiva brasileira.
A lista de produtos afetados inclui equipamentos industriais, agrícolas e médicos, além de itens de informática e telecomunicações, como computadores, roteadores e smartphones. O governo abriu prazo até 31 de março para pedidos de redução temporária da alíquota para produtos que já possuíam benefício anterior.