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CEO da Nvidia critica medo da IA e aponta danos reais

Jensen Huang, CEO da Nvidia, criticou o crescimento do discurso pessimista sobre a inteligência artificial e alertou para impactos negativos reais. Em entrevista ao podcast No Priors, o executivo afirmou que narrativas “apocalípticas” afastam investidores, travam avanços tecnológicos e prejudicam governos. Para ele, o medo exagerado impede que a IA se torne mais segura e produtiva.

Segundo Huang, 2025 foi marcado por uma disputa entre duas visões opostas sobre a IA: a que enxerga benefícios e a que prevê a destruição da humanidade. Embora reconheça riscos, o CEO criticou líderes do setor que defendem cenários extremos, afirmando que esse discurso é influenciado por ficção científica e alarmismo.

Sem citar nomes diretamente, Huang alfinetou executivos como Dario Amodei, da Anthropic, que defendem regras mais rígidas para a IA. Para o CEO da Nvidia, muitas dessas propostas visam proteger interesses comerciais, não necessariamente o bem-estar da sociedade.

Apesar da defesa da tecnologia, críticos apontam problemas concretos, como o aumento de conteúdo de baixa qualidade gerado por IA, demissões associadas à automação e conflitos geopolíticos envolvendo a exportação de chips para a China. Esses fatores alimentam o receio da população sobre os impactos reais da tecnologia.

Outros líderes do setor, como Satya Nadella e Mustafa Suleyman, também demonstraram incômodo com a recepção negativa da IA. Nas redes sociais, porém, a reação do público tem sido irônica, criticando a distância entre bilionários da tecnologia e a realidade da classe trabalhadora. O desafio da indústria em 2026 será provar que a IA pode gerar benefícios sem aprofundar desigualdades.

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