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“Cinco Tipos de Medo” conquista principal prêmio do 23º Festival de Cinema de Cuiabá

O 23º Festival de Cinema de Cuiabá (CINEMATO) chegou ao fim neste domingo (5) com a entrega do Troféu Coxiponé aos melhores longas e curtas-metragens da edição. O grande destaque da noite foi “Cinco Tipos de Medo”, dirigido pelo cuiabano Bruno Bini, que conquistou quatro premiações, incluindo Melhor Filme pelo Júri Oficial. A cerimônia também homenageou o cineasta Amauri Tangará, entregou o 2º Prêmio Dira Paes e celebrou a diversidade do cinema brasileiro.

O encerramento reuniu cineastas, artistas e profissionais do audiovisual para reconhecer produções de diferentes estados do país. Nesta edição, o festival exibiu 67 filmes de 17 estados brasileiros, tendo como tema “Migração – Mobilidade humana e emergências climáticas”.

“Cinco Tipos de Medo” domina a premiação

Produzido em Mato Grosso, “Cinco Tipos de Medo” foi o maior vencedor da noite. Além do prêmio de Melhor Filme pelo Júri Oficial, o longa recebeu os troféus de Melhor Filme Mato-Grossense, Melhor Direção e Melhor Montagem, consolidando Bruno Bini entre os destaques desta edição do festival.

Outro longa bastante premiado foi “Filhas de Noite”, dos pernambucanos Henrique Arruda e Sylara Silvério. A produção venceu como Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular e também foi eleita Melhor Longa-Metragem de Não Ficção pelo Júri Oficial.

“Memória de Elefante”, dirigido pelo cuiabano Severino Neto, conquistou quatro reconhecimentos: Melhor Desenho de Som, Melhor Atriz para Izabela Bicalho, Melhor Atriz Coadjuvante para Tatiana Horevicht e o Prêmio Especial do Júri.

O prêmio de Melhor Ator ficou com Reginaldo Faria pela atuação em “Perto do Sol é Mais Claro”, dirigido por Régis Faria.

Curtas valorizam produções nacionais e mato-grossenses

Na mostra de curtas-metragens, “Canto”, de Danilo Daher, venceu como Melhor Filme de Ficção. Já “A Pele do Ouro”, dirigido por Marcela Ulhoa e Yara Perdomo, foi escolhido como Melhor Filme de Não Ficção.

Entre as produções mato-grossenses, “Belo Ouro”, de Pither Lopes, recebeu o prêmio de Melhor Filme Mato-Grossense de Ficção, enquanto “O Olhar de Antônio”, de Glória Albues, venceu na categoria de Não Ficção.

O público escolheu “Memórias com Vista para o Mar”, de Marton Olympio, como Melhor Curta-Metragem da edição.

Homenagens marcam cerimônia de encerramento

Um dos momentos mais emocionantes da noite foi a entrega do 2º Prêmio Dira Paes, criado para reconhecer mulheres mato-grossenses que atuam na defesa dos direitos das mulheres e do meio ambiente.

A homenageada deste ano foi Tatiana Rei, lavradora, bailarina, fundadora do grupo Elementares do Quilombo, coreógrafa, arte-educadora, contadora de histórias e oficineira em dança. A premiação foi entregue pela atriz Vannessa Gerbelli e por Antonieta Luisa Costa, a Nieta, vencedora da primeira edição do prêmio.

O festival também prestou homenagem ao diretor, ator e dramaturgo Amauri Tangará, reconhecido pela trajetória dedicada às identidades populares e aos territórios do chamado Brasil profundo.

Outra homenagem foi destinada a José Luiz Almeida, conhecido como Zé, que recebeu o Prêmio Excelência de Projeção pelo trabalho técnico realizado em festivais de cinema por todo o país.

Festival reforça importância do cinema brasileiro

Reconhecido como Patrimônio Histórico, Cultural e Imaterial de Mato Grosso, o CINEMATO reuniu produções que abordaram temas ligados aos deslocamentos humanos, às mudanças climáticas, ao pertencimento e à diversidade cultural brasileira.

O festival é realizado pelo Instituto INCA – Inclusão, Cidadania e Ação, com patrocínio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer de Mato Grosso (Secel-MT), além de contar com apoio de instituições culturais, universidades e parceiros do audiovisual.

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