Games são tratados como cultura e economia em evento no Brasil
O Ministério da Cultura reforçou o papel dos jogos eletrônicos como setor estratégico durante a Gamescom Latam 2026, em São Paulo. Representantes do governo e especialistas discutiram políticas públicas, investimento e inclusão na indústria. A iniciativa busca fortalecer a produção nacional e ampliar a presença do Brasil no cenário global.
Durante o evento, a secretária do Audiovisual, Joelma Gonzaga, destacou que os games vão além do entretenimento. Segundo ela, o setor gera emprego, renda e inovação, além de ter impacto cultural relevante.
A reunião do Grupo de Trabalho Interministerial reuniu órgãos como Ancine, Ministério da Justiça e Ministério da Ciência e Tecnologia. O objetivo é construir um relatório que oriente a regulamentação do chamado Marco Legal dos Games no Brasil.
Especialistas internacionais apresentaram modelos de incentivo adotados em outros países. Entre eles, destacam-se financiamentos públicos e incentivos fiscais para estimular a produção e aumentar a competitividade global da indústria.
Outro ponto central do debate foi a propriedade intelectual. Segundo especialistas, o controle sobre criações e narrativas é essencial para gerar valor econômico e fortalecer a identidade cultural dos estúdios brasileiros.
A discussão também abordou desafios estruturais no país. Questões como desigualdade regional, acesso à tecnologia e inclusão de grupos sub-representados foram apontadas como obstáculos para o crescimento do setor.
A pauta de acessibilidade ganhou destaque, com especialistas defendendo os games como ferramenta de inclusão social. O acesso a jogos adaptados pode reduzir o isolamento e ampliar a participação de pessoas com deficiência.
Os encontros do grupo de trabalho continuam ao longo de 2026, com previsão de conclusão de um relatório final até julho. O documento deve orientar políticas públicas para o desenvolvimento sustentável da indústria de jogos no Brasil.