Jogador de Campinas vence Activision após banimento injusto em Call of Duty
A Justiça de São Paulo condenou a Activision Blizzard a indenizar um jogador de Campinas (SP) em R$ 8 mil por danos morais, após o bloqueio injustificado de sua conta em Call of Duty Mobile. O caso ocorreu em 2024 e foi julgado pela 12ª Vara Cível de Campinas. Segundo a decisão, a empresa não comprovou qualquer irregularidade do usuário.
O jogador Felipe Tullio, de 41 anos, teve sua conta suspensa em agosto de 2024 e ficou cerca de três meses sem acesso ao jogo. Segundo ele, o bloqueio afetou sua reputação na comunidade gamer e o afastou de amigos virtuais.
Na sentença, o juiz Herivelto Araujo Godoy afirmou que a suspensão “configurou falha na prestação de serviço e ato arbitrário da fornecedora”. Para o magistrado, a punição sem provas violou o princípio da dignidade humana no ambiente virtual e causou danos à honra do jogador.
A Activision alegou que o bloqueio foi uma medida de segurança por suspeita de uso de software ilícito, mas não apresentou evidências. O juiz classificou a suspensão como abusiva e determinou a indenização por danos morais.
Felipe relatou que jogava Call of Duty desde 2018 e que a punição afetou seu lazer e relações sociais. “Foi uma tristeza. Fiquei frustrado, até pelas amizades que se afastaram. É como se tivesse perdido algo”, contou.
Após três meses, a conta foi restabelecida por decisão judicial, com todos os itens comprados, mas o jogador perdeu posições no ranking e recompensas do passe de batalha. Segundo sua advogada, Layla Rodrigues, o caso reforça a importância da transparência das empresas em processos de suspensão de contas.
Embora tenha voltado a jogar, Felipe admite que perdeu parte da motivação: “Eu adoro o jogo, mas desanimei um pouco depois disso.”